sábado, 6 de fevereiro de 2010

Para investir em inovação, tempo é dinheiro

Empresas e indústrias precisam começar a se planejar para conseguir acompanhar e se beneficiar das chamadas públicas para financiamentos nas linhas de P&D

O primeiro trimestre de 2010 pode ser decisivo para guiar os investimentos em Pesquisas e Desenvolvimento no Brasil. Isso porque, além das gigantes multinacionais, que podem criar seus próprios centros de inovação, um modelo que beneficia a grande maioria das empresas é o Open Innovation. Aliado a este modelo de inovação aberta estão as chamadas públicas para contratação de financiamentos, que podem sair a qualquer momento, dar oportunidade para as empresas inovarem, além de serem ou não reembolsáveis.


“A previsão é de que muitas chamadas públicas sejam abertas nestes primeiros meses do ano, período em que as empresas já devem estar preparadas a se candidatar aos benefícios fiscais que as chamadas públicas proporcionam”, explica Eduardo Peixoto, executivo chefe de Negócios do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R), centro de inovação que atua também como desenvolvedor da inovação por meio do Open Innovation. “Não há como prever quando estas oportunidades virão, mas é preciso estar preparado tanto na identificação de pontos para a defesa da inovação até a forma de captação, execução e gestão do projeto como um todo”, completa Peixoto.

Para este ano, os incentivos podem ser ainda maiores do que 2009. Só a Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia (Finep) superou no ano passado R$ 900 milhões em operações de crédito, mais de 60% acima de 2008. Em 2010, a perspectiva do desembolso pode chegar a 80% a mais. Ou seja, R$ 1,6 bilhão.

Quando a inovação aberta é a melhor saída

O Open Innovation é um modelo de gestão em que a empresa abre suas portas para novas ideias e tecnologias dos centros de inovação. Tudo para agregar ainda mais valor ao conceito de inovação, de forma mais rápida e com mais oportunidades. Proporciona uma série de desafios estratégicos, culturais e organizacionais para empresas, principalmente as brasileiras, que apresentam um cenário extremamente favorável à prática. “Apesar dos inúmeros desafios que a implementação da inovação aberta traz para os gestores de inovação, o Brasil apresenta diversas frentes favoráveis, como o cenário econômico-financeiro, a disponibilidade de recursos de fomento, os incentivos fiscais previstos pela Lei do Bem e a disseminação da cultura de inovação nos meios acadêmicos e empresariais”, explica Eduardo Peixoto, executivo chefe de Negócios do C.E.S.A.R.

O Open Innovation possibilita também que as empresas que contratam os centros de inovação aberta possam usufruir das leis de incentivo fiscal, como a Lei do Bem. De acordo com o Relatório Anual de Utilização dos Incentivos Fiscais Lei 11.196/05 – Ano base 2006, divulgado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, utilizaram-se dos incentivos 130 empresas, que somaram benefícios reais de cerca de R$ 229 milhões. Já no ano de 2007 (dados mais recentes do MCT), o número de empresas beneficiadas aumentou para 334, com benefícios de R$ 883 milhões.

Sobre o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R.) – Com atuação de mais de 13 anos, o C.E.S.A.R. é um instituto privado de inovação que desenvolve produtos, processos, serviços e empresas com base na Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Atua como intermediador de centros de pesquisas, universidades e empresas, gerando uma rede de conhecimento para a realização de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I). Conta com mais de 500 colaboradores nas cidades de Recife, São Paulo e Curitiba, esta última onde está situado o C.E.S.A.R. Sul, braço do instituto responsável pela abrangência de empresas regionais bem como o estudo do mercado local. Site: www.cesar.org.br

Empresa lança concurso para encontrar a próxima idéia de 1 bilhão de dólares

A Cisco anuncia o lançamento do segundo concurso I-Prize, uma competição de inovação, global e aberta, em que empreendedores podem colaborar e enviar suas propostas com potencial para ser a próxima idéia de negócio de um bilhão de dólares da Cisco.

Seguindo o sucesso da competição de 2009, que contou aproximadamente 2,5 mil inscritos, os pensadores inovadores deste ano terão acesso a um portfólio ainda mais abrangente de soluções de colaboração da Cisco, que poderá ser usufruído à medida que participantes do mundo inteiro compartilham suas idéias entre si. A equipe vencedora terá direito a um prêmio em dinheiro de US$ 250 mil.

Detalhes do concurs

As idéias a serem enviadas devem se encaixar em uma dessas quatro categorias:
o O futuro do trabalho: Usar o poder da rede para reunir clientes, fornecedores e associados para propor soluções que mudarão o modo como as empresas e organizações fazem negócios.
o A vida conectada: Descrever avanços tecnológicos que aprimorarão significativamente as condições de vida e cultura. Essa categoria exigirá a visualização de uma vida natualmente conectada.
o Novos modos de aprender: Criar soluções inovadoras que transformarão quando, onde e como as pessoas aprendem.
o O futuro do entretenimento: Delinear soluções de próxima geração que mudarão o modo que as pessoas se divertem.

Os participantes do desafio I-Prize terão acesso à diversas soluções de colaboração da Cisco, que podem ajudar a derrubar barreiras de comunicação associadas à inovação global:
As contribuições serão avaliadas de acordo com os critérios de julgamento definidos nos termos e condições, incluindo negócios e inovação tecnológica da proposta inscrita. Todas as inscrições devem usar a rede IP como uma plataforma.

Para obter mais informações sobre as regras do desafio e os formulários de inscrição, visite http://www.cisco.com/web/solutions/iprize/index.html

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Edital tem R$ 30 milhões para fixar mestres e doutores nas empresas

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançam o edital Rhae - Pesquisador na Empresa, no valor global de R$ 30 milhões. Dividido em três rodadas, o edital financia projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação desenvolvidos dentro das empresas.

O principal objetivo é apoiar a colocação de pesquisadores mestres e doutores nas empresas, atendendo aos objetivos do Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional (PAC,T&I 2007-2010) e as prioridades da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP).

As propostas devem estar associadas ao desenvolvimento tecnológico de produtos ou processos, visando o aumento da competitividade das empresas por meio da inovação, adensamento tecnológico e dinamização das cadeias produtivas, além do incremento e compatibilidade com o setor de atuação, dos gastos empresariais com as atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, com a relevância regional e a cooperação com instituições científicas e tecnológicas.

As propostas, com valor máximo de R$ 300 mil, serão recebidas em três rodadas. A primeira recebe projetos até dia 22 e divulga os resultados a partir de março. A segunda recebe projetos até 30 de abril e divulga os resultados a partir de julho. A última rodada recebe as propostas até 27 de agosto e divulga o resultado a partir de outubro.
Fonte: MCT

Sustentabilidade de ponta a ponta

O Walmart Brasil lançou um desafio a alguns de seus fornecedores: tornar seus produtos sustentáveis de ponta a ponta, desde a fabricação até o momento do descarte. Todos os participantes foram grandes empresas, porque a ideia era trabalhar com marcas conhecidas pelo grande público, mas as ações podem servir de inspiração para pequenos negócios. Segundo o presidente da rede de hipermercados, Héctor Nuñez, as alterações dos produtos vão desde redução ou alteração do tipo de embalagem e matéria-prima utilizada, optando por opções recicláveis ou certificadas, à diminuição no consumo de energia, água e dos resíduos sólidos gerados. Para o desenvolvimento dos produtos sustentáveis, o Walmart ofereceu suporte técnico aos fabricantes, por meio do Centro de Tecnologia de Embalagens (Cetea), ligado ao Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), do governo de São Paulo.


Conheça os produtos que surgiram com essa iniciativa:Clique aqui para conhecer o desenvolvimento completo dos produtos.

toddyToddy Orgânico, da Pepsico
O novo produto utiliza apenas cacau e açúcar orgânicos certificados; material 100% reciclado nos
rótulos; matéria-prima certificada pelo FSC para produção do rótulo do produto; menor emissão de gases de efeito estufa; eliminação do uso de queimadas para colheita da cana-de-açúcar utilizada na produção de Toddy Orgânico










lizaÓleo Liza, da Cargill
A empresa reduziu em 26% o consumo de água neste produto; passou a usar 18% menos energia elétrica na produção das garrafas plásticas; reduziu em 56% o consumo de combustíveis fósseis; passou a usar matéria-prima certificada pelo FSC na produção das caixas de papelão dos produtos finais; reduziu em 10% a quantidade de matéria-prima plástica necessária para a produção das embalagens do produto; e conseguiu uma redução de 40% nas emissões de gases de efeito estufa










aguaÁgua Pureza Vital, da Nestlé
Houve redução do consumo de material plástico utilizado nas garrafas de água com e sem gás; eliminação de pigmentos das tampas e das garrafas, facilitando a reciclagem; redução no consumo de água e energia no processo de fabricação; rótulo mais fácil de ser removido no pós-consumo, facilitando a reciclagem













pinhoPinho Sol, da Colgate Palmolive
A embalagem do produto consome agora menos 17% material plástico e são feitas com material PET 100% reciclado; houve uma redução de 15% da gramatura da tampa, com a retirada do selo de vedação, facilitando também o processo de reciclagem; utiliza-se 45% de papelão reciclado pós-consumo para a produção das caixas de transporte; há um reuso de 3% de água no processo produtivo e uma redução de 6% no consumo de energia; e os rótulos são feitos com papel certificado pelo FSC

mateMatte Leão Orgânico, da Coca-Cola
Surgiu um produto orgânico certificado, feito com 100% de erva mate orgânica certificada; com uso de material 100% reciclado na embalagem; redução da emissão de CO2 no transporte da erva
mate pelo uso de 10% de biodiesel; redução de 90% na quantidade de tinta na impressão da embalagem do produto; redução de 23% no consumo de energia e de 36% no consumo de água no processo de produção; e utilização de caixas de transporte feitas com matéria-prima certificada pelo FSC

pampersFralda Pampers Total Confort, da Procter & Gamble
A empresa conseguiu reduzir em 30% o uso de polpa de celulose no produto; diminuir em 7% o peso total da fralda, resultando em menor geração de resíduos pós-consumo; aumentar 25% a eficiência do transporte do produto por sua compactação; reduzir 9% o consumo de energia utilizada no processo de produção; e reduzir em 10% as emissões de CO2 devido ao menor uso de energia no processo produtivo e transporte

bandaidBand-Aid, da Johnson & Johnson
O curativo reduziu em 18% o uso de matérias-primas e utiliza agora 30% de matéria-prima reciclada pós-consumo na embalagem; utiliza 40% menos matéria-prima reciclada pós-consumo
na caixa de transporte do produto; deixou de usar 2.038 toneladas por ano de material, antes perdidas no processo de produção; reduziu em 1.192.000 kWh o consumo de energia por ano no processo de produção; reduziu as emissões de CO2 devido ao menor uso de energia no processo e transporte

comfortAmaciante Comfort, da Unilever
A empresa reduziu em 63% o consumo de papel na caixa de papelão utilizada no transporte e distribuição do produto; diminuiu em 37% o consumo de plástico para a produção da embalagem; reduziu o consumo de energia para produção e transporte do produto; e diminuiu o uso de água na formulação do produto

buchaEsponja de banho Curauá, da 3M
Fabricada com fibra natural (fonte renovável) dez vezes mais resistente do que a fibra de vidro, mais leve e flexível, e fibra sintética reciclada, a esponja usa 44% menos matéria-prima na produção da embalagem que uma esponja de banho comum; gera 32% menos resíduos sólidos; e consome 52% menos energia elétrica no processo industrial

sabaoSabão Top Max, marca própria do Walmart Brasil
A empresa desenvolveu um processo de logística reversa para os resíduos de óleo de cozinha coletados nas lojas participantes; passou a utilizar 20% de óleo de cozinha reciclado para a fabricação do produto; aumentou a disponibilidade de pontos de coleta de resíduos de óleo vegetal nas lojas Walmart; e passou a oferecer um produto mais sustentável e com preço 20% menor para o consumidor

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Brainstorming Coletivo

A Fiat está inovando e convidando os usuários a criar um carro. Será um carro conceito, gerado em cima de discussões abertas e idéias que podem vir de qualquer pessoa, seja um simples usuário, engenheiros ou até outros fabricantes de carros.

É o brainstorming coletivo em ação. Mais que isso, é interação e participação aliada ao conceito de Creative Commons. Você já ouviu falar disso?

O conceito é comparável com o “software livre” - muitas cabeças pensando juntas é melhor que algumas sozinhas.

Muito interessante a iniciativa da Fiat. Confira em: http://www.fiatmio.cc