sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Dicas para a criação de um questionário

1. Procure dar preferência às perguntas que se refiram a características e comportamentos das pessoas, ou seja, perguntas que busquem saber o que as pessoas são e o que fazem. Esse tipo de pergunta é mais eficiente que as perguntas que procuram levantar valores, crenças e atitudes do entrevistado. É sempre melhor perguntar o que o entrevistado faz do que o que o entrevistado pensa;

(+) Qual a sua profissão?
(+) O Sr. Compra o arroz Tio Zezinho?
(-) O que o Sr. acha do arroz Tio Zezinho?

2. As perguntas fechadas (que só permitem como resposta "sim" ou "não", ou uma escala de respostas como: muito, regular e pouco) devem ser muito mais freqüentes do que as abertas (tipo "qual sua opinião sobre...");

(+) O Sr. freqüenta o cinema BrazCine? ( ) sim; ( ) Não.
(+) Para o Sr. o cinema BrazCine é: ( ) Regular; ( ) Bom; ( ) Ruim.
(-) Qual a sua opinião sobre o cinema BrazCine?

3. Seja específico nas suas questões. Cuidado para não incluir mais de um assunto na mesma pergunta;

(-) O Sr. acha que o café PUROPÓ é tão bom quanto os outros cafés do mercado, e que por isso o compraria todo mês?

4. Use palavras simples na redação das perguntas e nas alternativas de resposta, para evitar problemas de compreensão por parte dos entrevistados;

(-) Para o senhor é perfeitamente exeqüível comprar sempre a mesma marca de sabão em pó?
(+) O senhor compra sempre a mesma marca de sabão em pó “limpa e perfuma”?

5. Seja sempre bem-educado com os entrevistados (por exemplo, tratando o entrevistado por "Sr." ou "Sra."), e prepare quem fará o papel de entrevistador (caso não seja você mesmo) para tratá-los com paciência e polidez; e

(+) Bom Dia! Meu nome é ........... e estou realizando uma pesquisa para o SEBRAE. A entrevista dura menos de 5 minutos, posso contar com sua atenção?
(-) Aí meu camarada, será que você poderia responder umas perguntinhas...?

6. Faça perguntas curtas. Se a pergunta for muito longa, transforme-a em duas. É melhor ter um questionário com mais perguntas do que um questionário mais curto, mas com perguntas longas.

(-) Quando o senhor vai ao supermercado, o senhor leva a lista de compras e o que o senhor costuma colocar nessa lista são os produtos principais, aqueles que o senhor não abre mão de comprar?
(+) Quando o senhor vai às compras, costuma levar uma lista com os principais itens de sua preferência?

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Barack Obama - Um case das mídias sociais

Penso que a internet em 2008 ficou marcada pela fantástica campanha do Presidente (agora eleito) Barack Obama. Acho que a partir deste case, nenhuma outra campanha política será como antes, salvo a dos políticos que ainda pensam e vivem no século passado (ou retrasado).

Independente de campanha política, este é um excelente estudo para aplicar em sua empresa. Aprenda com este exemplo, como criar uma propaganda viral eficiente para sua marca na internet, utilizando TODAS as mídias sociais, como YouTube, FaceBook, MySpace, Twitter e muitas outras.

Este slideshow foi criado pela agência Riot, por Thiago Arantes e Gabriel Reis.



Barack Obama: Case em mídias sociais

Construindo Seu Plano de Negócios


Aqui você tem acesso aos conteúdos utilizados nos treinamentos das equipes participantes do Prêmio Empreendedor Social Ashoka-McKinsey 2006. Esse material deve ser utilizado como referência e roteiro de trabalho para o desenvolvimento de um plano de negócio, caso esteja, ou não, concorrendo ao Prêmio.

Para visualizar o arquivo de treinamento é necessário o programa Acrobat Reader.
Clique aqui para obter o programa.

Material de treinamento da Etapa 1

Conceitos Básicos de Planos de Negócio (1.5 MB)
Sumário Executivo (930 KB)
Organização (1.1 MB)
Produto ou Serviço (1.4 MB)

Material de treinamento da Etapa 2

Mercado (1 MB)
Fontes e Bibliografia do setor social (200 KB)
Marketing (900 KB)
Equipe Gerencial (1 MB)

Material de treinamento da Etapa 3

Gestão Financeira (270 KB)
Riscos e Oportunidades (150 KB)
Plano de Implementação (300 KB)
Técnicas de Apresentação (640 MB)


Fonte: www.empreendedorsocial.org.br/


Livros Sobre a construção do Plano de Negócios:


Como Elaborar um Plano de Negócios: em uma Semana - Iain Maitland


As empresas querem sobreviver e triunfar no mercado competitivo atual devem olhar para a frente. Redigir planos de negócio regularmente pode ajudá-lo a fazê-lo de forma eficaz, proporcionando-lhes

Quero comprar!


Mostra de Tecnologias Sustentáveis 2009

:: 15/06/2009 a 18/06/2009

Mostra de Tecnologias Sustentáveis 2009

Estão abertas as inscrições de tecnologias para a Mostra de Tecnologias Sustentáveis 2009!

A Mostra de Tecnologias Sustentáveis irá ocorrer de 15 a 18 de junho de 2009, no Hotel Transamérica, paralelamente à Conferência Internacional do Instituto Ethos.

Se você ou a sua organização tem uma tecnologia relacionada a sustentabilidade de cidades, negócios rurais ou a conservação e manejo sustentável de ecossistemas, inscreva-se agora!

Mais informações e inscrições pelo site: www.ethos.org.br/mostra2009

Empreendedorismo social


Como empreendedores podem promover mudanças na sociedade

Publicado em 22/08/2006 - 00:01


Por Renato Marques, de Salvador (BA)

Se "empreendedorismo" é a palavra da moda, "empreendedorismo social" é quase um termo obrigatório. No entanto, poucos são os que realmente entendem o significado da expressão, cunhada após pesquisas da ONU (Organização das Nações Unidas) que apontaram o empreendedorismo como uma das saídas para a miséria no mundo. O empreendedorismo no terceiro setor foi o tema central da última palestra desta segunda-feira, no XVI Seminário Nacional de Incubadoras e Parques Tecnológicos.

Em 2002, a ONU traçou oito metas para acabar com a miséria no mundo, para serem cumpridas até 2015. No ano passado, a entidade decidiu fazer uma pesquisa para avaliar o andamento do plano, assumido por todos os seus afiliados. Os resultados mostraram que, exceção feita à China, poucos países investiram de verdade na redução da pobreza mundial. "Não temos grandes motivos para comemorar. Apesar de algumas melhorias, em alguns lugares os índices positivos são insignificantes", explicou a diretora da Fundação Avina, Neylar Lins.

Foi então que a entidade decidiu avaliar de que maneira o potencial do setor privado e do empreendedorismo poderiam colaborar a reduzir a miséria no mundo. "O resultado mostrou que para combater a pobreza, é preciso potencializar a geração de empregos e distribuição de renda através do desenvolvimento do empreendedorismo local", detalhou Neylar.

Esta percepção vem acompanhada de um aumento natural do interesse das empresas privadas pelo investimento em ações de responsabilidade social. Estas destinações de recursos, bem como a explosão do número de organizações da sociedade civil, criaram um panorama favorável para uma nova visão sobre as ações sociais. Essas perderam o caráter assistencialista pois, ao mesmo tempo em que auxiliam determinado público, dão retorno para as empresas.

"O conceito de responsabilidade social está vagarosamente saindo da questão de necessidade para um alógica de efetivação de direitos", opinou o coordenador de Tecnologias Sociais da Petrobras, Lenart Nascimento. "Todas as ações da empresa, seja a compra de uma plataforma ou o investimento em um oleoduto, passam pelo tripé rentabilidade, crescimento e responsabilidade social."

Rede de empreendedores

Para alguns, pode parecer que a empresa está buscando "ganhar" algo com atividades sociais. Mas não é o que acontece. No caso da Petrobras, por exemplo, certificar-se que os projetos atendem ao tripé acima citado garante o sucesso na escolha do programa. Com esse foco, foi que, entre 2003 e 2006, a estatal brasileira investiu R$ 303 milhões em programas de responsabilidade sócio-ambiental.

O que acontece é que os "empreendedores sociais" estão em toda a escala da sociedade. Isso porque ao mesmo tempo em que o pobre que é atendido por determinado programa é levado a agir e empreender para melhorar de situação, o alto empresário investe seus recursos no desenvolvimento do trabalho. Tudo, no entanto, tem passado por um lento processo de modificação na cabeça das pessoas, que deixam seus preconceitos de lado para investir em trabalhos desta natureza.

"Hoje, temos 1,5 milhões de pessoas envolvidas com sociedades civis. A revolução da comunicação deixou as pessoas mais conscientes para esse envolvimento", explicou Neylar. "Atualmente, os emrpeendedores sociais estão no mundo todo. A diferença é que nos países mais pobres, eles passam a ser quase mágicos", concluiu.


Fonte: Universia

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O fim do emprego e o empreendedorismo

Estudo de Caso

Identificação de demanda para um software educacional

Melissa acaba de criar uma pequena empresa de softwares educacionais. Ela pretende, juntamente com sua equipe, criar um programa de computador para ser comercializado em CD-ROM, com aulas e exercícios preparatórios para o vestibular. Porém, antes de investir no desenvolvimento desse produto, ela pretende saber se existe interesse por parte dos clientes em potencial.

Os profissionais da empresa de Melissa reuniram-se e estabeleceram como parâmetro de segmentação demográfica que a população a ser pesquisada é formada por jovens entre 15 e 20 anos, que estejam cursando o Ensino Médio em colégios particulares ou, já tendo concluído o Ensino Médio, estejam estudando em cursinhos preparatórios para o vestibular, cujas famílias pertençam às classes A ou B e possuam computador.

A partir da segmentação demográfica definida sentiram a necessidade de conseguir o nome e telefone de todos os alunos que cursavam o Ensino Médio nas escolas particulares ou faziam cursos pré-vestibulares, tanto na cidade quanto nos dois municípios vizinhos. Caso conseguissem isso, bastaria selecionar sistematicamente uma amostra que pudesse representar o total de alunos nas condições estabelecidas.

Foram até as Secretarias de Educação dos municípios, onde foi possível conseguir uma listagem dos 2.763 alunos da rede privada, que cursavam o Ensino Médio. Entretanto, os alunos matriculados em cursinhos pré-vestibulares não constavam dos arquivos da Secretaria.

Os cursinhos não aceitaram entregar a lista dos alunos.Nesse caso, seria preciso levantar o número de alunos que apresentavam o perfil definido.

Pela conversa que tiveram com os diretores, estimaram que o número de alunos que freqüentava cursinhos pré-vestibulares e apresentavam os padrões socioeconômicos definidos era de: 76 alunos no cursinho A, 187 alunos no cursinho B e 259 alunos no cursinho C. Assim, considerando que o total de alunos estudantes dos cursinhos era de 522, calcularam a proporção de alunos com que cada um deles integrava o total: 15% de alunos do cursinho A, 36% de B e 49% de C.

Tendo feito isso, era preciso selecionar a amostra, pois não seria preciso consultar todos os 522 alunos para definir a viabilidade de desenvolvimento do produto. Bastaria encontrar um número de alunos cujas respostas expressassem a percepção da maior parte deles.

Sendo assim, consultaram a Tabela Determinante do Tamanho da Amostra, pela qual, considerando um erro amostral de 5% e uma certa homogeneidade entre os entrevistados ("split" 80/20), foi possível constatar que, do total dos 522 estudantes dos cursinhos, seria preciso entrevistar 165 estudantes.

Como isso foi feito:

Como a população encontrada foi 522 alunos, observaram na tabela um número para tamanho da população aproximada e optaram por 500, pois o próximo era muito maior (750).

Na linha onde estava escrito 500 prosseguiram horizontalmente até encontrar a coluna cujo erro amostral é de 5% e o "Split" é 80/20, encontrando o número 165, que indica o número de alunos de cursinho que precisam ser entrevistados. Este valor está destacado em amarelo .

Tamanho da amostra para nível de confiança de 95%

Erro Amostral

Erro Amostral

Erro Amostral

+/- 3%

+/- 5%

+/- 10%

Tamanho da

Split

Split

Split

Split

Split

Split

População

50/50

80/20

50/50

80/20

50/50

80/20

100

92

87

80

71

49

38

250

203

183

152

124

70

49

500

341

289

217

165

81

55

750

441

358

254

185

85

57

1.000

516

406

278

198

88

58

2.500

748

537

333

224

93

60

5.000

880

601

357

234

94

61

10.000

964

639

370

240

95

61

25.000

1.023

665

378

243

96

61

50.000

1.045

674

381

245

96

61

100.000

1.056

678

383

245

96

61

1.000.000

1.066

682

384

246

96

61

100.000.000

1.067

683

384

246

96

61

Dos 165 alunos de cursinhos que precisariam ser entrevistados, a proporção do número de alunos por colégio precisaria ser mantida. Assim, foram pesquisados 25 estudantes (15% de 165) do colégio A, 59 estudantes (36% de 165) do colégio B e 81 estudantes (46% de 165) do colégio C.

Para entrevistar os alunos dos cursinhos, o pessoal da empresa de Melissa precisou esperá-los na saída das aulas e, abordando-os aleatoriamente, buscaram entrevistar a quantidade estabelecida de alunos com o perfil desejado.

Para definir quais os alunos das escolas privadas deveriam ser entrevistados, utilizaram a Tabela Determinante do Tamanho da Amostra. Considerando que a população definida era de 2.763 alunos, entraram na tabela com o valor 2500, que era o mais aproximado, considerando um erro amostral de +/- 5% e um "split" de 80/20. O resultado apontou ser necessário uma amostra de 224 pessoas (Destacado em verde na tabela).

Dividiram a população total das escolas privadas (2.763 alunos) pela amostra estabelecida pela Tabela (224 alunos), o que resultou em 12,33. Isso equivale dizer que, para cada 12 alunos seria preciso pesquisar 1. Sendo assim, foi identificado aleatoriamente um dos primeiros alunos das listas de alunos emitidas pela Secretaria e, posteriormente, retirado um nome a cada doze nomes, até ter passado por toda a lista. Cada um desses alunos respondeu a uma entrevista por telefone. Isso permitiu encontrar um parecer sobre o produto que representava a percepção de toda a população. Ou seja, o parecer desse grupo de alunos indicaria se há ou não interesse em adquirir o CD-ROM por todo o conjunto de alunos com o perfil definido.

Tendo aplicado um breve questionário com as perguntas básicas, Melissa pôde identificar o real interesse dos alunos em adquirir seu produto. Cada um dos integrantes da empresa colaborou na aplicação das entrevistas, umas por telefone outras na porta das escolas. Ao final de duas semanas tinha todos os dados que, depois de trabalhados, identificavam um alto interesse pelo produto.

A partir dessa experiência, Melissa e seus companheiros ficaram muito mais confiantes para investir recursos no desenvolvimento do software educacional de sua empresa.