quarta-feira, 6 de maio de 2009

Você não precisa ser um gênio para inovar

inovacao

Quando a gente fala de inovação, a maior parte das pessoas já pensa: mas eu, inovar, como? Não sou cientista, nem expert em coisa alguma, muito menos tenho um monte de dinheiro para investir em pesquisa. O fato é que você não precisa de nada disso para inovar.

Abaixo, algumas dicas mostram para você, que procura ter seu próprio negócio ou já tem o seu e está cansado de bater de frente com a concorrência, que para inovar não é preciso genialidade. É preciso, sim, uma pitada de criatividade e muita, muita vontade de botar pra fazer.

1. Inovar no modelo de negócio (como você cobra, onde e pra quem você vende) é tão ou mais importante que inovar na tecnologia. Só que com um detalhe: não demanda grandes conhecimentos técnicos nem grandes investimentos de capital. O Spoleto, Empreendedor Endeavor desde 2003, não mudou em nada a receita das boas massas italianas nem sequer desenvolveu um processo de fabricação inovador. Foi a forma de vender e de apresentar seu produto, trazendo a cozinha para a frente da loja e deixando o próprio consumidor “cozinhar”, que fez com que a rede se tornasse um dos maiores grupos de franquia do país, atingindo a marca de 200 lojas em 2008.

2. Levar profissionalismo a setores informais: muitos empreendedores ganham muito dinheiro e constroem grandes negócios fazendo direito o que todo mundo acreditava que seria sempre um serviço “mais ou menos”. O Grupo Poit Energia, Empreendedor Endeavor desde 2002, fez exatamente isso: trouxe profissionalismo, seriedade e competência para um setor que até então era dominado por pequenas empresas informais e sem o menor compromisso com o cliente: aluguel de energia. A SEDI, Empreendedor Endeavor 2009, começou como um despachante imobiliário com os mesmos recursos e desafios que qualquer outro. Mas a vontade de fazer a coisa bem feita e o sonho de ver seu negócio crescer o levaram a construir a maior empresa de regularização comercial e imobiliária do país.

3. Importar boas ideias:
outra prática bastante comum e de muito sucesso é importar boas ideias de fora. Mas isso não é copiar? Onde está a inovação? E a gente só consegue fazer isso porque, afinal, ainda somos um país subdesenvolvido? A resposta é não. Por mais que o Brasil se transforme cada vez mais em um centro de tecnologia e pesquisa, boas ideias sempre vão surgir fora do país também. Além disso, um produto ou um serviço desenvolvido para Europa nunca poderá ser o mesmo que para América Latina, Ásia ou EUA. Adaptações são sempre importantes. Entender quais as demandas locais para aquele produto, adaptá-lo e aí, sim, investir para melhorá-lo cada vez mais pode ser um grande diferencial. A grande vantagem é que você pode primeiro importá-lo e vendê-lo igualzinho ao que vem no exterior e, com o dinheiro das vendas, pouco a pouco, melhorar e adaptar o produto à realidade do país.

4. Buscar novas aplicações para tecnologias que já existem: por fim, para você que faz questão de trabalhar com tecnologia, outro jeito de inovar e que pode trazer muitos frutos é buscar novos mercados e aplicações para produtos que já existem. A Outplan, um empresa promissora do setor de entretenimento, percebeu que poderia usar o sistema de catracas com crachás, amplamente usado por prédios comerciais para restringir a entrada somente a funcionários, para criar um sistema inovador de venda de ingressos para estádios. Nos estádios que usam o serviço da Outplan, o cliente, após comprar o ingresso pela internet com seu cartão de crédito, poderia usar o mesmo cartão como ingresso, passando-o diretamente na catraca. Aliado a isso, a empresa trouxe o conceito de salas VIP, tão conhecido das baladas de São Paulo, para os estádios brasileiros. Pronto, estava formada mais uma inovação de grande potencial.

Este post foi escrito por Marcos Simões, da área de Busca e Seleção de Empreendedores do Instituto Empreender Endeavor

Empresas devem ter prazo maior para deduzir dispêndios com inovação.

Fonte: ANPEI

Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei) está convencida de que inovação é um antídoto para fortalecer as empresas diante da crise. Com o objetivo de impulsionar as pesquisas e desenvolvimento de produtos, processos e serviços, ela encaminhou ao Ministério da Ciência e Tecnologia no começo do ano pedido para ampliar por, no mínimo três anos, reconhecimento dos gastos com P&D para efeitos de abatimento na base de cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Sobre o Lucro Líquido (CSLL). Hoje a Lei do Bem permite abater somente despesas no ano em que elas aconteceram.

“Com queda no faturamento e no lucro, e, por conseqüência, nos investimentos, essa medida é muito importante para impulsionar as empresas a inovarem”, diz Mário Barra, membro da diretoria da Anpei, destacando a receptividade que o pleito recebeu em Brasília. “Pesquisas e desenvolvimento de produtos e processos demandam mais do que um ano. Falamos em três anos, mas este é um tema aberto, que merece uma discussão mais aprofundada”, comenta o dirigente, animado com o retorno do secretário executivo do ministério, Luiz Antonio Rodrigues Elias.

Outro ponto reivindicado pela associação é justamente o conceito de gastos com P&D, que, no entender da Anpei ficou em aberto. “É preciso deixar mais claro o que é e o que não é gasto. A intenção é eliminar de vez a insegurança jurídica”, assinala Barra, que passou por Caxias do Sul para divulgar a IX Conferência Anpei de Inovação Tecnológica, marcada para primeira semana de junho no Centro de Convenções da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), em Porto Alegre.

Segundo Barra, outra medida que incentivaria os investimentos em inovação é rever o artigo da lei que hoje beneficia empresas que operam com regime de lucro real para recolhimento do Imposto de Renda. Segundo a entidade, da forma como está, somente 10% do universo das empresas estão abrangidas pelo benefício; 90% trabalham com lucro presumido. “Precisamos atender 100% das empresas e não uma parcela” defende o dirigente. Empresas tributadas com base no lucro real, por opção poderão excluir no mínimo a metade e no máximo duas vezes e meia o valor dos dispêndios efetuados, desde que esta seja realizada no período de apuração em que os recursos forem efetivamente despendidos.

Produto brasileiro – Outro ponto defendido pela Anpei é fazer com que o governo brasileiro dê preferência para empresas locais nos processos licitatórios. “A prática do governo é comprar onde o preço for menor, não importa se no Brasil, na China ou outro lugar”, ressalta Barra, que vê no pleito apenas um tratamento de isonomia: ou seja, adotar um procedimento que os americanos, por exemplo, dão às suas próprias empresas.

De acordo com Mário Barra, “inovação é uma questão de sobrevivência do negócio”. O Brasil investe nesta área anualmente US$ 14 bilhões, o que representa um pouco menos de 1% do montante total mundial. “Para se ter uma ideia melhor, US$ 14 bilhões é o valor que o governo Obama destinou para melhoria e eficiência do segmento de transporte”, assinala o dirigente. “A diferença qualitativa é tão grande que lá (nos EUA) eles estão investindo em tecnologia e nós recém estamos investindo em infra-estrutura”, compara Barra.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Este é um bom momento para abrir um negócio?

Por Jack Welch

jack_welchO quê? Será que lemos direito? Se for isso mesmo, obrigado. Em meio à avalanche de e-mails que temos recebido ultimamente de gente se sentindo em pânico, irada e/ou deprimida por causa da economia e do que ela tem feito à sua carreira, sua pergunta tão objetiva foi uma agradável surpresa.

Foi também uma ótima oportunidade para que nos déssemos conta de que, sem dúvida, este seria um momento excelente para abrir um negócio. Na verdade, há pelo menos quatro razões muito fortes para isso, mas só se o negócio que você está pensando em abrir for aprovado no teste mais importante de todos: o de vender mais por menos.

Não estamos falando aqui de vender apenas um pouco mais por um pouco só a menos. Em tempos de recessão, nenhuma empresa nova terá grandes chances de sucesso, a não ser que trabalhe com uma proposição de valor nitidamente superior às disponíveis no mercado. É verdade que até pouco tempo atrás era possível pegar um produto ou serviço do concorrente, modificá-lo ligeiramente ou introduzir um ou dois recursos novos e convencer os clientes a pagar mais por ele. Mas hoje todo mundo está na defensiva e os dias de vendas com margens gordas se foram - e é provável que a situação persista por um bom tempo. Portanto, se você é um empreendedor cujo produto ou serviço irá melhorar de fato a vida das pessoas - a um custo significativamente mais baixo do que o da concorrência -, saiba por que talvez este seja o momento certo de levar sua ideia adiante.

fonte: Portal EXAME

- Steve Wozniak ( co-founder of Apple ) - Steve Wozniak (co-fundador da Apple)

A Apple começou assim... por que você não pode?

Crise: oportunidade para quem quer inovar

Joseph Schumpeter, um dos maiores economistas do século 20 e defensor da prática do empreendedorismo, já definia o empreendedor como alguém que realiza coisas novas e não necessariamente aquele que inventa. Atualmente, uma das definições mais aceitas é a de Robert Hirsch. Segundo ele, empreendedorismo “é o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes…”

De forma geral, fica claro o quanto o conceito de inovação para o empreendedorismo é algo crucial. Essa inovação pode ser traduzida em novos produtos ou processos que garantem vantagens competitivas e assim, atraem novos clientes e talentos. No momento atual de crise, inovar torna-se ainda mais decisivo para o sucesso de uma empresa, esteja ela já estabelecida no mercado ou sendo criada neste exato momento.

A verdade é que ao contrário do que muitos pensam, a crise pode se tornar uma grande oportunidade para aqueles que querem criar um negócio inovador. E não faltam exemplos históricos para comprovar essa oportunidade. A Procter & Gamble, gigante multinacional com faturamento de US$ 83 bilhões em 2008 e detentora de algumas das marcas mais famosas do mundo como Pampers, Oral-b e Duracell, foi criada em 1837, ano em que estourou a bolha bancária americana. Outras empresas como HP, Polaroid, GE e Fedex também nasceram em momentos de crise econômica. Todos esses são exemplos de negócios cujos empreendedores souberam aproveitar com inteligência as oportunidades do mercado, criaram uma proposta de valor diferenciada e realmente botaram pra fazer. Para tanto, eles também foram capazes de reunir uma equipe de profissionais muito qualificada, o que pode ser uma tarefa mais fácil em momentos de crise e altas taxas de desemprego.

Portanto, sejam vocês empreendedores ou aspirantes dessa prática, saibam que mais uma vez a prosperidade econômica precisa de pessoas que sonham grande, que inovam e sabem aproveitar bem as oportunidades, mesmo que essas venham com a crise.

Este post foi escrito por Fernanda Antunes, assistente de Busca & Seleção de empreendedores da Endeavor


http://www.papodeempreendedor.com.br

Serão eles os próximos Larry Page e Sergey Brin?

Não é difícil encontrar empreendedores do mundo virtual que foram alçados a condição de bilionários recentemente. Com a consolidação da internet nos últimos dez anos, diversos executivos de fundo de quintal e até mesmo estudantes se transformaram em referência de empreendedorismo. Larry Page e Sergey Brin, fundadores do Google, são expoentes dessa geração. Mas os exemplos são muitos. Chad Hurley e Steve Chen, criadores do YouTube, por exemplo, dividiram US$ 650 milhões em 2007, quando o Google comprou o site; Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, foi considerado, aos 23 anos, o jovem mais rico do mundo, com patrimônio de US$ 1,5 bilhão. A lista dos bilionários da rede não é pequena e pode ganhar mais dois nomes este ano: Anand Rajaraman e Venky Harinarayan. Os dois estão chamando a atenção pelo Kosmix (www.kosmix.com), uma “enciclopédia multimídia”, segundo definição do New York Times.

De acordo com a matéria do diário americano, a intenção não é competir com sites de busca — que procuram documentos e páginas sobre uma determinada frase ou palavra —, mas disponibilizar mais informações específicas sobre um assunto, em diversas plataformas. “Os resultados são satisfatórios e parece que foram compilados por uma pessoa, e não por um computador”, escreveu o jornal.

O site ainda não possui uma versão em português, mas vale o teste. Será que vai pegar?


http://www.papodeempreendedor.com.br

Nove entre dez empresas no Brasil possuem acesso à internet.

Pesquisa mostra que o percentual de 91% em 2008 é estável em relação ao ano anterior

Nove entre dez empresas brasileiras (91%) que empregam mais de dez funcionários possuem acesso à internet, segundo a pesquisa TIC Empresas 2008, divulgada pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) nesta terça-feira.

O número é praticamente estável em relação aos 92% registrados em 2007. Segundo o estudo, 3% das empresas ouvidas não usam internet e 6% não usam computadores.

Estável também está a cifra que representa o número de empresas que contam com computadores em suas instalações - 94% em 2008 contra 95% em 2007.

O levantamento foi realizado por telefone entre 3,5 mil empresas com 10 ou mais funcionários entre outubro e novembro do ano passado, com margem de erro de 2 pontos percentuais.

ADSL e cabo - Entre os tipos de conexão, a tecnologia ADSL (como do Speedy) se mantém como a mais popular, usada por 65% das empresas entrevistadas, seguida pelo acesso via cabo (como do Virtua), cuja adesão cresceu oito pontos porcentuais em dois anos - de 14% em 2006 para 22% no ano passado.

Em terceiro lugar, a tecnologia de acesso via rádio é usada por 13% das empresas. No sentido contrário, o uso de conexões discadas entre empresas caiu de 14% para 5% nos últimos dois anos, relata o IDG Now.

Entre os tipos de redes explorados pela empresa para acesso online, o NIC.br destaca o crescimento de 7 pontos percentuais entre as companhias que possuem redes wireless, saltando de 28% para 35% delas na comparação com 2007.

A relação daquelas que têm redes com fio também cresceu em ritmo semelhante, de 77% em 2007 para 83% no ano passado.

Veja a integra da pesquisa na página: http://www.cetic.br/empresas/2008/index.htm