terça-feira, 28 de abril de 2009

Inovação na base da pirâmide


Como a Índia se tornou uma referência mundial no desenvolvimento de produtos e serviços para a população mais pobre


Por Tiago Maranhão

EXAME Após dois anos de pesquisas e um investimento de 6,9 milhões de dólares, o Massachusetts Institute of Technology (MIT), celebrado centro de ensino e pesquisa americano, desenvolveu a prótese de pé e tornozelo mais avançada do mundo. O modelo é equipado com um pequeno motor e sensores eletrônicos que, entre outros avanços, reproduzem de maneira espantosa o trabalho de músculos e tendões. “É uma simulação quase perfeita do andar humano”, afirma Hugh Herr, chefe do grupo de inventores. “Não dá para notar se a pessoa que utiliza a prótese está mancando.” O pé biônico do MIT deve chegar ao mercado até o final deste ano, mas será acessível a poucos. Cada prótese custará cerca de 25 000 dólares, o que a torna uma possibilidade distante para 85% dos mais de 20 milhões de pessoas no mundo que sofreram amputação abaixo do joelho.

A maioria dos mutilados vive em países pobres e perdeu parte dos membros inferiores em tragédias como guerras e doenças. Para eles, a melhor opção disponível no mercado é uma prótese desenvolvida por um time de especialistas da cidade de Jaipur, na região noroeste da Índia. Feito de madeira, borracha vulcanizada e alumínio, o produto evidentemente não tem o mesmo aspecto moderno e os recursos do equipamento do MIT, mas funciona admiravelmente bem. O Jaipur Foot, como foi batizado, permite que o usuário volte a andar, correr, dirigir, pedalar, subir em árvores e levar uma vida sem as limitações de uma cadeira de rodas ou de um par de muletas. Além disso, tem a grande vantagem de custar apenas 40 dólares — o que significa que o dinheiro pago por uma prótese desenvolvida pelo MIT compraria 625 unidades do Jaipur Foot. “Esse é um grande exemplo de como usar a criatividade para atender o mercado de baixa renda”, afirma o consultor indiano C.K. Prahalad, professor de economia da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, e autor do livro A Fortuna na Base da Pirâmide.

Cerca de 90 000 unidades do Jaipur Foot são distribuídas atualmente por ano em países como Afeganistão, Angola e Camboja. As primeiras unidades foram desenvolvidas em 1968 e até hoje, apesar das inúmeras tentativas de concorrentes, ninguém conseguiu chegar a um produto com a mesma relação entre custo e benefício. A prótese surgiu de uma parceria entre dois indianos, o médico Pramod Karan Sethi e o artesão Ram Chandra. Os dois se conheceram nos anos 60 quando trabalhavam no Sawai Man Singh Hospital, em Jaipur. Na época, Sethi fazia parte de uma equipe que tentava desenvolver um modelo de prótese com materiais mais baratos, sem perda de resistência. Chandra entrou na história por acaso. Certa vez, ao levar o pneu de sua bicicleta para um conserto, ele prestou atenção na borracha vulcanizada utilizada para tapar o buraco. Saiu de lá com a impressão de que o material poderia ser útil aos colegas do hospital que pesquisavam a nova prótese. Sethi gostou da sugestão e os dois passaram a trabalhar juntos.

Enquanto o médico construiu as articulações da prótese, o artesão se encarregou de dar forma estética ao produto. O resultado foi a prótese adaptada às necessidades de moradores de países pobres — andar descalço, realizar trabalhos braçais, caminhar e correr sobre pisos molhados — e resistente para durar mais de cinco anos. “Nada no mundo se compara ao Jaipur Foot quando o assunto é produção local, com recursos locais para uma necessidade local”, disse a EXAME Cynthia Smith, curadora da exposição Design para os Outros 90%, que está em cartaz no Museu Nacional de Design de Nova York. O evento reúne mais de 60 produtos criados para atender às necessidades das pessoas mais pobres do planeta. Um dos destaques da mostra são os modelos do Jaipur Foot.

Prótese Jaipur Foot
Preço
40 dólares
Inventores
Ram Chandra Sharma e doutor Pramod Karan Sethi
Características
A prótese é feita de borracha, montada numa base de madeira e alumínio

A prótese faz parte hoje de uma ampla galeria de inovações indianas para um público consumidor de pouco poder aquisitivo. Não por acaso, o país virou o maior laboratório do mundo para o desenvolvimento desse tipo de produto e serviço. Segundo levantamento recente do Banco Mundial, o número de indianos abaixo da linha da pobreza é de 456 milhões de pessoas (o equivalente a 35,5% de sua população). Esse contingente sobrevive com uma renda média de até 40 dólares por mês. Considerando-se o restante da população, existem 390 milhões de habitantes com renda em torno de 100 dólares por mês. “Esse é um imenso mercado consumidor que não pode ser ignorado”, diz Stuart Hart, professor de negócios globais sustentáveis da Universidade de Michigan.

Para incluir essas pessoas no mercado de consumo, as empresas locais têm se desdobrado. O Instituto de Ciências da Índia, em parceria com a British Petroleum, criou em 2006 o fogão Oorja (que significa “energia” no idioma hindu). Tradicionalmente, as cozinhas indianas são equipadas com fogões que utilizam lenha ou querosene, combustíveis caros e que produzem muita fumaça. O Oorja, além do preço atraente (17 dólares), elimina o problema da fumaça utilizando apenas gás de cozinha e biomassa. Desde seu lançamento, o fogão flex já vendeu 5 000 unidades em distritos rurais. Em tese, são os mesmos consumidores da Bomba d’Água de Bambu. Feito, como o nome sugere, quase inteiramente de bambu, o equipamento custa 40 dólares e é desenvolvido para pequenos agricultores, que utilizam dois pedais para puxar água depositada até 7 metros abaixo do solo.

Fogão flex
Preço
17 dólares
Inventores
British Petroleum e Instituto de Ciências da Índia
Características
Sua base é feita de cerâmica e ele funciona tanto com gás quanto com biomassa

Uma das grandes vantagens dos indianos na criação de produtos e serviços a preços mais acessíveis é a oferta de mão-de-obra barata no país, mesmo em setores qualificados, como a medicina. Em diversas especialidades, os profissionais do país viraram sinônimo de qualidade e honorários baratos. Por causa disso, a Índia recebeu no ano passado mais de 450 000 turistas estrangeiros em busca de serviços médicos. Uma das áreas muito procuradas é a oftalmologia. Em todo o país, são realizadas 3,6 milhões de cirurgias nessa área por ano. Procedimentos como uma cirurgia de catarata custam 45 dólares — 15 vezes menos que o valor cobrado nos Estados Unidos. O mesmo princípio vale para cirurgias cardíacas. Uma operação de ponte de safena na Índia custa 7 000 dólares, ante 100 000 dólares num hospital americano.

A tradição em boa qualidade de ensino no país também é uma vantagem no desenvolvimento de inovações. Centros de excelência, como as universidades da cidade de Bangalore, também conhecida como o Vale do Silício indiano, viraram nos últimos tempos grandes incubadoras de patentes. Uma das últimas criações surgidas por lá foi um telefone celular popular de 15 dólares. Desenvolvido pela empresa local Spice, ele deve chegar ao mercado até dezembro. Para baixar o valor do produto, os engenheiros da Spice eliminaram o visor, a memória da agenda telefônica e outros recursos. “Vendemos apenas o telefone, nada mais”, diz Bhupendra Kumar Modi, presidente da Spice. “Continuamos pesquisando para baixar o preço até 10 dólares num futuro próximo.” O potencial de vendas do produto é enorme. Do 1,1 bilhão de indianos, estima-se que 870 milhões ainda não possuam um celular.

Bomba d’Água de Bambu
Preço
40 dólares
Inventores
Gunnar Barnes de Rangpur e Dinajpur Rural Service
Características
Em vez de um motor, o equipamento vem com dois pedais acoplados para o próprio agricultor fazer a força necessária para bombear água

A mais famosa das inovações indianas não tem fins lucrativos. O Jaipur Foot é distribuído gratuitamente pela ONG indiana Bhagwan Mahaveer Viklan Sahayata Samiti (BMVSS). A entidade foi criada pelo economista D.R. Mehta, que tomou contato com o Jaipur Foot em circunstâncias trágicas. Em 1969, ele sofreu um grave acidente de carro e precisou de dois anos e meio de fisioterapia para não perder a perna esquerda. Durante esse período, Mehta acompanhou as agruras de amputados que precisavam de uma prótese e acabou conhecendo o Jaipur Foot. “Ele era o único produto adaptado às necessidades dos indianos”, afirmou Mehta a EXAME. Nessa época, porém, poucos tinham acesso ao invento. O hospital que o desenvolveu doava o produto, mas tinha capacidade de fabricar apenas 50 próteses por ano. Mehta criou em 1975 a BMVSS com o objetivo de levar o Jaipur Foot a um número muito maior de pessoas. Ao longo de mais de três décadas de atuação, a ONG já forneceu cerca de 1,2 milhão de próteses a amputados de 25 países. Cerca de 40% do orçamento da BMVSS vem de repasses do governo, outros 15% de doações particulares e o restante de empresas como a americana Dow Chemical. Mehta, hoje com 72 anos, segue administrando a BMVSS, sediada em Jaipur.

Às vésperas de completar 40 anos de existência, o Jaipur Foot continua sendo aperfeiçoado. Com a ajuda do Centro de Pesquisa Espacial da Índia, a borracha vulcanizada foi substituída por poliuretano (um polímero orgânico com textura semelhante à da borracha, mas muito mais leve) e no lugar das articulações de metal foi adotado um material plástico igualmente articulado e resistente. De 850 gramas, o Jaipur Foot passou a pesar apenas 350 gramas. Mais recentemente, a Universidade Stanford, nos Estados Unidos, contribuiu para a BMVSS criando para o produto uma máquina de molde a vácuo de 4 000 dólares. O equipamento industrializa uma etapa que até hoje é feita manualmente, o que poderá aumentar de 100 para 1 500 o número de amputados atendidos diariamente pela ONG. “O Jaipur Foot é uma tecnologia de domínio público, quem sabe quantos milhões de dólares ela não valeria se tivesse sido patenteada?”, diz Prahalad.

domingo, 26 de abril de 2009

Chamada Pública da Subvenção 2009 recebe 2.558 projetos 13/04/2009

Próximo passo é avaliar propostas por critérios de inovação, efetividade, impacto no mercado e viabilidade técnica e financeira dos projetos. Resultado sai a partir de 1º de junho

A chamada pública do programa Subvenção Econômica de 2009, encerrada no dia 03 de abril, recebeu 2.558 projetos. "Foi uma surpresa positiva", assinala o diretor de Inovação da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Eduardo Costa. "Este ano, a proposta tinha que ser completa, em uma só etapa e, por isso, esperávamos menos inscrições", explica.

Para Costa, o alto número de projetos inscritos apesar do grau de complexidade do processo evidencia a grande quantidade de empresas que não eram detectadas pela Finep anteriormente. "Essas empresas agora sabem que a Subvenção é para valer", conclui o diretor.

A área de Tecnologias da Informação e Comunicação foi a que recebeu mais inscrições: 1.079, representando 42% do total. Em seguida, estão a área de Saúde, com 393 projetos (15%) e a de Desenvolvimento Social, com 370 (14%). Já em Biotecnologia, são 257 propostas (10%). A área de Defesa Nacional e Segurança Pública tiveram 249 inscritos, representando 9,7%, e a de Energia, 210 (8,2%).

O programa é um dos mais importantes da Finep e, este ano, concede R$ 450 milhões em recursos não-reembolsáveis, que são divididos entre as seis áreas estratégicas. Cada uma dispõe de R$ 80 milhões para apoiar projetos inovadores, com exceção da área de Desenvolvimento Social, que conta com R$ 50 milhões.

A demanda total das propostas recebidas chega a R$ 5,2 bilhões, bem abaixo de anos anteriores, quando chegou a ultrapassar os R$ 10 bilhões. "Este ano cada projeto foi limitado a R$ 10 milhões, o que tornou o processo mais equilibrado", explica Costa.

Cada projeto será avaliado em cinco critérios: grau de inovação da proposta; efetividade do projeto na solução dos problemas; impacto no mercado; viabilidade técnica e financeira e capacitação técnica da equipe executora. A divulgação do resultado preliminar está prevista para ocorrer a partir de 1º de junho.



(Fonte: MCT - 08/04/2009)

Não perca: últimas semanas para participar do Edital Senai-Sesi 20/04/2009

São R$ 12,5 milhões para fomentar projetos de inovação tecnológica e social em empresas, com aporte de até R$ 300 mil por proposta. Inscrições estão abertas até dia 30 de abril

Empresários têm que se apressar: o prazo para recebimento de propostas para o Edital Inovação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Social da Indústria (Sesi) encerra-se no dia 30 de abril. As empresas que quiserem participar do edital devem estabelecer parcerias com as unidades regionais do Senai e do Sesi para enviar os projetos de inovação tecnológica e social. As duas entidades do Sistema S da indústria vão direcionar R$ 10 milhões para o desenvolvimento das propostas selecionadas. Além desta verba, os projetos vão concorrer a mais R$ 2,5 milhões em bolsas de Desenvolvimento Tecnológico Industrial (DTI) oferecidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT). Os vencedores serão conhecidos até dia 16 de junho e a verba para os projetos será liberada até 17 de agosto.

O aporte por proposta será limitado a R$ 200 mil, em caso de projetos em parceria com departamentos regionais de apenas uma das instituições, ou R$ 300 mil, se a proposta envolver conjuntamente unidades do Senai e do Sesi. O edital contempla todos os segmentos industriais, mas o destaque fica para a inovação tecnológica nos setores de biotecnologia, meio ambiente, alimentos, metalmecânica, eletroeletrônica, nanotecnologia, produtos farmacêuticos e polímeros. No caso do Sesi, os projetos devem atender às áreas de educação, saúde, cultura, esporte e lazer e responsabilidade social empresarial.

No edital do ano passado, dos 99 projetos de pesquisa tecnológica inscritos, 24 foram selecionados. Em 2009, a expectativa do gerente de Desenvolvimento Tecnológico do Senai Nacional, Marcelo Oliveira Gaspar de Carvalho, é de que haja um aumento de 50% no número de projetos inscritos em relação a 2008 em função do elevado número de consultas e dúvidas que os técnicos do Senai e do Sesi vêm recebendo. "Há uma grande procura por parte de empresas recém-incubadas ou em início de vida. Uma surpresa também é que já tivemos consulta de empresas de grande porte, como a HP, já que nosso recurso tem atratividade maior para a pequena e média empresa," diz Gaspar.

Desde sua criação, em 2004, 291 projetos foram enviados ao Senai por empresas de todo o Brasil e 70 foram desenvolvidos em parceria entre as empresas e as unidades regionais, de acordo com o gerente-executivo da Unidade de Tecnologia Industrial (Unitec) do Senai, Orlando Clapp. "De uma carteira de 70 projetos, concluímos metade deles. Desses projetos concluídos, já observamos que mais de 50% tiveram a incorporação do seu resultado dentro das empresas, ou seja, o produto que foi planejado ou a alteração de processo delineada foram concluídos. Os resultados técnicos não só foram atingidos, como foram incorporados ao processo produtivo", disse Clapp, durante o lançamento do edital de 2009.

De acordo com o gerente-executivo da Unidade de Tendências e Prospecção (Unitep) do Sesi, Fabrízio Machado Pereira, essa parceria com o Senai vai ao encontro do novo posicionamento da instituição implementada desde o ano passado, que visa à aproximação com as indústrias. "O Sesi está migrando de prestador de serviço para provedor de soluções. E, para isso, requer uma forte estratégia no campo da inovação. Esse edital é uma grande oportunidade para o Sesi aprender a gerar resultados e visibilidade para as tecnologias sociais, com impacto no setor produtivo industrial", afirmou Pereira, na mesma ocasião.

Para o diretor-geral da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (PROTEC), Roberto Nicolsky, o Edital de Inovação Senai-Sesi 2009 representa um grande avanço em relação ao dos anos anteriores, não apenas pela quadruplicação de recursos, mas principalmente pelo novo conceito de fomentar uma inovação mais ampla, incluindo as responsabilidades sociais e de meio ambiente da empresa.

"O ponto fundamental do Edital Senai-Sesi é propiciar à empresa o apoio tecnológico de que necessita para a realização da inovação pretendida, dando-lhe a segurança de vir a alcançar os seus objetivos e, assim, inovar e crescer, gerando renda e emprego, retroalimentando o processo. Esse procedimento é relevante para qualquer empresa, mas simplesmente crucial para as indústrias de pequeno porte", diz Nicolsky.

(Fonte: Notícias Protec - 17/04/2009)

MANUAL DE APOIO À INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

Orientações sobre as leis recém aprovadas pelo Congresso Nacional, que regulam os procedimentos de subvenção econômica e de incentivos fiscais para empresas, propiciando redução de risco e de custos de inovações tecnológicas. Identifica os programas de apoio ao desenvolvimento tecnológico das agências federais e estaduais, esclarecendo inclusive sobre o programa "Inovação", lançado pelo BNDES em 2006.

Solicite agora seu manual

Leislação


O governo brasileiro começa a entender que não pode haver crescimento econômico sem que o poder público esteja ao lado da indústria, estimulando a inovação tecnológica. Para promover um ambiente econômico favorável, é preciso a implementação de uma legislação eficaz que direcione esforços para promover pesquisa e desenvolvimento tecnológico no País. Destacamos aqui algumas leis que, ainda timidamente, apontam o interesse brasileiro em apoiar o setor produtivo.

Uma das leis mais importantes é a 11.196 de 2005 (Lei do Bem), que, em seu Capítulo III, prevê o uso de incentivos fiscais, de forma automática, pelas empresas que realizem pesquisa e desenvolvimento de inovação tecnológica. As deduções de Imposto de Renda de dispêndios efetuados em atividades de P&D podem representar um valor de até o dobro do realizado pelas empresas.

Os incentivos incluem, entre outros itens, a redução de IPI na compra de equipamentos destinados a P&D; depreciação acelerada dos equipamentos comprados para P&D; amortização acelerada dos dispêndios para aquisição de bens intangíveis para P&D; crédito do imposto de renda retido na fonte incidente sobre as remessas ao exterior de valores para pagamento de royalties relativos à assistência técnica ou científica e de serviços especializados para P&D; e redução a zero da alíquota do imposto de renda retido na fonte nas remessas efetuadas para o exterior destinadas ao registro e manutenção de marcas, patentes e cultivares.

Na determinação do lucro real para cálculo do IRPJ e da base de cálculo da CSLL, a empresa poderá excluir o valor correspondente a até 60% da soma dos dispêndios efetuados com P&D. Este percentual poderá atingir 80% em função do número de empregados pesquisadores que forem contratados. Além disto, poderá haver também uma exclusão de 20% do total dos dispêndios efetuados em P&D objeto de patente concedida ou cultivar registrado.

Para usufruir os incentivos fiscais determinados pela Lei do Bem, no entanto, a empresa deve optar por declarar seu imposto no regime de lucro real, mais complexo e dispendioso, utilizado por apenas 6% das empresas nacionais.

Lei do Bem
Lei da Inovação
Leis de Fundos Setorais
Lei TV Digital
Lei de Incentivos à Inovação na MPE "Estatuto da Empresa de Pequeno Porte"
Lei de Alteração dos Incentivos Fiscais