quarta-feira, 15 de abril de 2009

Open Innovation

Open Innovation (ou Inovação Aberta, em português) é um termo promovido por Henry Chesbrough,professor e diretor executivo no Centro de Inovação Aberta da Universidade de Berkeley.

Ao analisar o comportamento histórico das grandes firmas americanas ao longo do séc. XX, Chesbrough percebeu que o modelo de gestão da inovação utilizados nessas empresas foi bastante fechado no que se refere ao surgimento das idéias e sua aplicação no mercado. Duas premissas fundamentais mantiverem esse modelo: “nós detemos os melhores talentos e portanto nossas idéias são melhores que a dos demais” e “se nós inventamos ninguém melhor do que nós para comercializar”. Entretanto, essas premissas começam a ruir a medida que passamos por alterações sociais profundas na disseminação do conhecimento e portanto na divisão do trabalho para a inovação. Entre esse fatores destacam-se a crescente mobilidade de mão-de-obra, o surgimento de centros de formação de excelência em todo o mundo, a perda de hegemonia dos EUA, Europa e Japão para outras regiões emergentes e o crescente investimento em capital empreendedor (Venture Capital). Se uma boa idéia é rejeitada por uma empresa, está cada vez mais fácil para aquele funcionário ou equipe responsável pela criação dessa idéia sair e buscar alternativas externas para viabilizá-la.

A idéia central por trás da inovação aberta é que num mundo com mundo informações distribuídas, empresas não aplicam inteiramente a confiança de seus recursos em suas pesquisas, mas ao invés compram ou licenciam processos de inovação (como patentes) de outras empresas. Além disso, as invenções internas que não forem usadas pelos negocias da empresas devem ser postas para fora, de forma que outras empresas tenham a oportunidades de utiliza-las sob uma licença por exemplo. De maneira oposta, closed innovation (ou inovação fechada em português) refere-se ao processo de limitar o conhecimento ao uso interno da empresa e não fazer uso ou somente um pequeno uso do conhecimento exterior.

Henry Chesbrough esteve pela primeira vez no Brasil em junho de 2008, quando discutiu a aplicabilidade do modelo em empresas nacionais no Open Innovation Seminar 2008. O seminário, promovido pela Allagi, contou com apresentações sobre práticas de inovação aberta no Brasil de empresas como Natura, Embraer, Omnisys, IBM e Cristália.


wikipedia

terça-feira, 14 de abril de 2009

O plano de Negócios Eureka ficou pronto!!!!!




Pois é, finalmente conclui o plano de negócios, não sei se por falhas operacionais ou por erro de planejamento não segui o cronograma apresentado no blog.

Fiquei até um bom tempo sem postar nado porque, só de ouvir a palavra EUREKA eu me sentia culpado, por não estar seguindo algo que combinei comigo mesmo.

Pois bem, agora que concluir e que estou com minha consciência limpa, aqui estou eu de volta. O plano de negócios será entregue na quinta no dia 16 na loja do SEBRAE. Faço questão de compartilhar esse momento com vocês.

Gostaria de agradecer a todos que acompanharam essa historia e que me apoiaram e até aquele que chamei para ser meu sócio e não aceitou (é com você mesmo que estou falando), de qualquer fomar sua ajuda foi importantes.

A historia não acaba no concursou. Após a entrega do plano de e negócios no "concurso Prêmio Extra SEBRAE de Empreendedorismo", agora vou começar a buscar recurso de maneira a viabilizar a idéia e vou compartilha tal experiência com vocês.

Caso tenha alguem interessado em investir em uma boa ideia estou aberto a propostas a a TIR(Taxa interna de retorno) do projeto está acima de 16%.

Alteração:

Tenho recebido muitas solicitações de encaminhamento do Plano de Negócios EUREKA, no entanto, o Projeto não está registrado, fato que gera algumas inseguranças, quando se diz respeito a compartilha estratégia e planos de atuação.

Por esse motivo não irei encaminhar o projeto.

Tenho como meta em um futuro próximo disponibilizar uma apresentação sobre o projeto, de maneira que não comprometa informações sigilosas e sua estratégia de implantação como um todo.

Conto com a compreensão de todos

Utilidade

Recebi por e-mail... achei interessantes

vejam o que acham

E pra começar, um pensamento: "Se você continuar fazendo sempre as mesmas coisas, obterá sempre os mesmos resultados".

Publiquei novo artigo no Portal Administradores: "Qualquer um pode ser MEI - Microempreendedor Individual?" Quem quiser conferir o artigo: siga o link: http://www.administradores.com.br/artigos/qualquer_um_pode_ser_mei_microempreendedor_individual/29339/

Aproveito para convidar a todos para minha palestra virtual que ocorrerá nesta terça-feira. o tema é do lançamento de meu novo livro "Como Ministrar Palestras e Treinamentos Com Sucesso". A palestra será as 19h e você poderá assistir/participar do seu computador, de qualquer lugar do mundo. Uma cortesia do Projeto Vitarum, da NetSalas.

Para inscrever-se, basta entrar no meu site e lá tem o link para a Palestra Gratuita: www.zenaidecarvalho.com.br . Mas atenção: as inscrições encerram-se às 15h da terça-feira.

E quem desejar inscrever-se nos TREINAMENTOS, basta dar uma olhadinha lá no site, na Agenda.

Novas tecnologias e negócios para as mudanças globais

Fonte: Pesquisa FAPESP

Pesquisadores do Brasil e do Reino Unidos debatem as oportunidades de pesquisa aplicada geradas pelo avanço do conhecimento sobre o tema

Pesquisadores brasileiros e britânicos reuniram-se em São Paulo, para discutir as oportunidades para o desenvolvimento de tecnologias e de negócios que se abrem com os avanços do conhecimento sobre as mudanças globais. O workshop Physics and Chemistry of Climate Change and Entrepreneurship faz parte do Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais e é uma iniciativa da Fundação e das instituições britânicas Institute of Physics (IOP) e a Royal Society of Chemistry (RSC), com apoio da Embaixada Britânica em Brasília e da academia nacional de ciências do Reino Unido e da The Royal Society. A abertura do evento teve a participação do diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz; Dipali Chauhan, do IOP; Alejandra Palermo, da RSC; e Carlos Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e coordenador do Programa FAPESP em Mudanças Climáticas Globais.

O programa teve início com uma palestra de Richard Pike, CEO da Royal Society of Chemistry, que apresentou a situação sobre o uso da energia no Reino Unido e as estratégias usadas pelo país para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa e usar fontes de energia não fósseis. Pike mostrou que, na Inglaterra, parte significativa da energia produzida no país é utilizada no aquecimento de residências e apenas 25% das emissões de carbono estão vinculadas ao uso de derivados de petróleo no transporte. “Reduzir as emissões causadas pelo transporte causará um impacto pequeno”, afirmou. Para o pesquisador, a solução envolverá a adoção de tecnologias variadas, como a energia solar, os biocombustíveis e o hidrogênio. “O tamanho do desafio de substituir os hidrocarbonetos é enorme”, afirmou. Mas Pike criticou a opção de investir em biocombustíveis para substituir os derivados de petróleo, sob argumentação de que isso colocaria em risco a segurança alimentar. “Se a diretriz da União Européia de substituir 5,75% dos combustíveis fósseis por biocombustíveis fosse aplicada, mais de 19% da área agriculturável da Europa seria comprometida”, afirmou. O pesquisador antevê o uso de medidas diversas para reduzir os efeitos das mudanças climáticas, como o reflorestamento massivo e o sequestro de carbono, inclusive com o seu armazenamento no subsolo.

O físico José Goldemberg, disse concordar com o diagnóstico geral de Pike. “Exceto por alguns detalhes – e o diabo, como todos sabem, está nos detalhes”, disse o ex-reitor da Universidade de São Paulo (USP). Goldemberg discordou do diagnóstico do britânico acerca do futuro dos biocombustíveis. “Trata-se de uma visão eurocêntrica a idéia de que os biocombustíveis irão comprometer 20% da terra. Aqui no Brasil há terra disponível para plantar cana. É só vocês importarem o etanol do Brasil em vez de produzi-lo”, afirmou. Para Goldemberg, o momento abre oportunidades de desenvolvimento tecnológico em frentes como o etanol de celulose, os veículos híbridos, o armazenamento de energia, a aplicação da nanotecnologia em equipamentos fotovoltaicos e, é claro, os biocombustíveis. Goldemberg citou um relatório feito pelo Inter Academy Council, órgão que reúne as principais academias de ciência do mundo, de cuja elaboração participou, que propõe o uso de tecnologias limpas, entre as quais os biocombustíveis, e o aumento da eficiência energética. “O co-chair dessa entidade é um cientista chamado Steven Chu, que se tornou secretário de Energia dos Estados Unidos e que está afinando o discurso do novo presidente norte-americano a essa mensagem”, afirmou.

David Secher, professor da Universidade de Cambridge, abordou os desafios de transformar a pesquisa em mudanças climáticas em benefícios para a sociedade. Consultor de empresas e de governos no campo da propriedade intelectual e da transferência de tecnologia, ele abordou o esforço bem-sucedido feito na Grã-Bretanha a partir de 2000 para promover uma cultura empreendedora nas universidades e aproximá-la das empresas e do governo. “Quando a colaboração é feita de forma adequada, as necessidades da sociedade são atendidas”, diz. Segundo Secher, é um equívoco esperar que os melhores cientistas coloquem seus objetivos de lado para cumprir uma agenda ditada pela indústria. “O ideal é que os melhores se dediquem ao que sabem fazer de melhor. O que falta é ter nas universidades pesquisadores que conheçam os dois mundos e sirvam de intermediários entre o que a indústria necessita e o que os cientistas têm a oferecer”, afirmou. De acordo com Secher, o esquema criado no Reino Unido ainda terá de enfrentar uma série de desafios, como os salários pouco competitivos pagos pelas universidades, a falta de um sistema de avaliação capaz de mensurar o impacto econômico das transferências tecnológicas e o amadurecimento de uma cultura de mudança nas universidades.

O físico Luiz Pinguelli Rosa, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretor de seu instituto de pesquisa e pós-graduação em engenharia (Coppe), discorreu sobre o papel do Brasil nas mudanças climáticas e nos desafios para enfrentá-las. Pinguelli criticou o avanço da termoeletricidade como matriz energética do Brasil e mostrou que o potencial de exploração da energia hidrelétrica, bem menos poluente, ainda é grande no país. “Na contramão da história, o governo brasileiro passou a apostar até em termoelétricas movidas a gás natural e a diesel”, disse o professor. Secretário Executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Pinguelli deu uma explicação para a opção brasileira. Segundo ele, enquanto é grande a resistência à criação de novos lagos e barragens, pouca gente enxerga os prejuízos, inclusive à saúde humana, de queimar óleo para produzir energia. “O movimento dos atingidos por barragens é bastante articulado, e não sem razão, porque historicamente foram muito mal tratados pelas autoridades”, afirmou. O físico encerrou sua apresentação falando de oportunidades tecnológicas. Apresentou um filme mostrando o protótipo de uma usina, desenvolvido pela Coppe, que aproveita a flutuação das ondas do mar para gerar energia.

John Twidell, CEO do Amset Centre, entidade que patrocina pesquisa e educação em energias renováveis e sustentabilidade, explorou as opções tecnológicas disponíveis – e disse que cada país adotará uma combinação própria de soluções apropriada a suas necessidades. A energia solar terá, segundo ele, utilidades diversas, tanto no aquecimento de água, como na geração de eletricidade e na refrigeração. “As células fotovoltaicas poderão ser integradas ao design das construções”, afirmou. Twidell enfatizou a importância das políticas públicas para estimular a mudança tecnológica. “O Reino Unido determinou que a partir de 2020 os novos edifícios terão de ser construídos com emissão zero de carbono. Os arquitetos, por exemplo, terão de ser treinados para isso”, afirmou. Em relação aos transportes, ele elogiou a opção brasileira pelos biocombustíveis. “Não preciso falar nada sobre isso, porque vocês sabem tudo. Mas será necessário dar uma ênfase maior ao veículo do que ao combustível. O desenvolvimento de carros híbridos, por exemplo, representa uma grande oportunidade.”

A sinergia entre alimentos, combustíveis e a produção de materiais foi o tema da apresentação do professor Fernando Galembeck, do Instituto de Química da Unicamp. Ele mostrou que o contínuo investimento em CT&I no âmbito da produção de cana-de-açúcar também resultou na produção de outros itens, além do açúcar e do etanol como a lisina usada em suplementos alimentares, poliésteres, celulose , vitamina B, solventes, polietieleno e energia elétrica com o bagaço. “A cana é um poderoso recurso de alimento, combustível e materiais. A área plantada em 2007 era de 2 mega hectares (Mha), mas existem no Brasil cerca de 80 Mha de pastagem, grande parte subutilizadas”, disse. Ele também sugeriu inovações que podem reduzir o impacto gerado na produção de energia elétrica e diminuir a emissão de gases poluentes. “Aumentando o albedo (reflectividade dos raios solares num objeto) das construções é possível diminuir o uso em aparelhos de ar-condicionado,” disse. Para isso, ele lembrou do pigmento que ele e sua equipe desenvolveram na Unicamp e com tecnologia transferida para a empresa Bunge. Usado nas tintas brancas, o pigmento branco nanoestruturado aumenta a reflectividade da luz solar das paredes e construções diminuindo o calor e o uso do ar-condicionado.

John Lucas, professor do Rothamsted Research, tradicional instituto de pesquisas agrícolas do Reino Unido, discorreu sobre os efeitos diretos e indiretos das mudanças climáticas na agricultura. Como efeito direto, citou três quebras de safra do trigo na Austrália nos últimos dez anos causadas pela seca. Entre os efeitos indiretos, está prevista, segundo ele, a mudança na distribuição geográfica de patógenos e a emergência de novas pragas e doenças. Isso já é perceptível na produção de canola no Reino Unido: uma doença que destrói a haste da canola está ampliando seu espectro no território. A ferrugem da soja asiática, que chegou ao Brasil em 2001, é outro exemplo citado. “Faltou fungicida na Europa porque o produto foi consumido pelos produtores brasileiros. Esse tipo de distorção do mercado se tornará mais frequente”, disse Lucas.

Por fim, o professor Luiz Gylvan Meira Filho, do Instituto de Estudos Avançados da USP, falou sobre as oportunidades geradas pelo sequestro biológico de carbono. Segundo ele, o Brasil desenvolveu duas metodologias para aproveitar o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), criado pelo Protocolo de Kyoto. Um delas, criada pela empresa AES Tietê, é voltada para reflorestar as bordas dos reservatórios de hidrelétricas de São Paulo, criando um cinturão de terra protegido. A outra é direcionada ao reflorestamento com espécies, como o eucalipto, para a produção de carvão. “Essa modalidade tem o benefício adicional de se transformar em combustível renovável”, afirma. De acordo com o pesquisador, um terço da produção brasileira de aço poderia basear-se em combustíveis renováveis. “Essa estratégia está sendo testada em outros continentes. No Brasil é o eucalipto. Na África, é o capim elefante, e na Ásia é o bambu”, afirmou. Gylvan também abordou o sequestro de carbono nos oceanos, estimulado pela fertilização das águas com sais de ferro – o que pode estimular a absorção do carbono. “É preciso agora fazer experimentos maiores e documentar o aumento da atividade fotossintética das algas quando os sais de ferro são adicionados”, afirmou.

O workshop contou ainda com a apresentações do diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, Patrick Dunlop, da Universidade de Ulster, Enio Bueno Pereira, do Inpe, Richard Templer, do Imperial College de Londres, Eloi de Souza Garcia, do Inmetro, Ian Forbes, da Northumbria Photovoltaics Applications Centre (NPAC), Carlos Cerri, da USP, Paul Valdes, da Universidade de Bristol.

Universia e PUC-Rio abordam o desenvolvimento científico, a inovação e a relação universidade e empresa

Seminário reúne professores, pesquisadores, personalidades do empreendedorismo e empresários para debater sobre temas relacionados à pesquisa científica e o vínculo com o meio empresarial. Encontro destaca os serviços e benefícios oferecidos pelo portal Innoversia.

Rio de Janeiro — O Universia Brasil e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) organizam o seminário “Innoversia e os desafios da inovação”, realizado no dia 3 de abril (sexta-feira), no Auditório do Rio Data Centro-RDC da universidade, no Rio de Janeiro (RJ). O evento destaca os benefícios do portal Innoversia, criado para vincular as necessidades de inovação tecnológica das empresas com as capacidades dos pesquisadores e cientistas de toda a Ibero-América.

Na ocasião, o professor Padre Jesús Hortal Sánchez, Reitor da PUC-Rio, e Monica Miglio, Diretora de Conteúdo e Relacionamento com Universidades do Universia Brasil, receberão pesquisadores, personalidades do empreendedorismo brasileiro, empresários, coordenadores e diretores de agências de inovação, representantes de empresas interessadas em inovação e desenvolvimento tecnológico, professores, estudantes e convidados em geral, para discutir a relação entre a universidade e a empresa, incentivar o desenvolvimento científico no âmbito das Instituições de Ensino Superior, apresentar os modelos de apoio à inovação, entre outros temas.

Uma das abordagens do seminário são os modelos de incentivo à inovação. Renato Marques, Chefe do Departamento de Novos Negócios da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia), destaca as necessidades reais de uma empresa inovadora, tais como: rede de contatos, análises estratégicas, governança corporativa, executivos qualificados e gestão profissional.

Já no painel sobre os instrumentos de regulação da relação universidade-empresa, Fernando Cosenza, responsável pelos processos que fomentam a inovação tecnológica na Serasa Experian, fala sobre como alavancar o crescimento de uma empresa, a compreensão de novas informações e a gestão da inovação, como: pauta estratégica de inovação, gestão de idéias, desenvolvimento de conceitos e protótipos e colaboração. Fernando também ressalta a importância do relacionamento com as universidades.

Para José Roberto Aranha, Diretor do Instituto Gênesis, da PUC-Rio, “os ambientes de inovação, tão necessários à competitividade das localidades, dependem de uma ação conjunta da chamada tripla hélice (Governo, Universidade e Indústria). A aproximação da universidade com as empresas é uma das ações requeridas nesses ambientes para transformar o conhecimento em produtos e serviços que absorvidos pela sociedade, alimentam o círculo virtuoso de melhoria da qualidade de vida das pessoas destas localidades. Esta ação de aproximação pode ser estimulada através de uma política pública de inovação e executada por iniciativas privadas como a dos Prêmios Santander.”.

Na ocasião, Monica Miglio vai explicar aos convidados como funciona o Innoversia e como os pesquisadores, empresas e sociedade podem ser beneficiados pelo portal. “O nosso papel é aproximar pesquisadores e empresários para que propostas inovadoras no campo científico possam contribuir e transformar a sociedade. Nosso trabalho é impulsionar o conhecimento no país. É por isso que pensamos nesse seminário. Universia e a PUC-Rio unindo esforços para que as pesquisas aplicadas andem na mesma velocidade e em parceria com as empresas”, afirma.

Portal Innoversia - O Innoversia (www.innoversia.net) é um portal criado para vincular as necessidades de inovação tecnológica das empresas com as capacidades dos pesquisadores e cientistas de toda a Ibero-América. No Innoversia, as empresas publicam suas necessidades de desenvolvimento tecnológico e inovação para que pesquisadores e cientistas proponham soluções, pelas quais receberão remuneração se forem aceitas.

O portal atende todas as empresas que buscam soluções inovadoras para seus problemas tecnológicos e também para pesquisadores, cientistas, inventores e todos aqueles com capacidade de desenvolvimento criativo para resolução de problemas globais. Os interessados nas demandas das empresas poderão se cadastrar no portal e recebê-las em seu e-mail. O funcionamento do Innoversia é simples e atualizado: 1.A empresa que apresenta uma necessidade tecnológica, ou um problema a ser solucionado, publica uma solicitação no portal Innoversia. | 2. Pesquisadores e inventores propõem suas soluções por meio do portal.| 3. A empresa verifica as propostas e escolhe a mais indicada para a sua necessidade. | 4.Quem for escolhido será informado, para que pesquisador e empresa firmem um acordo para a realização do projeto.| 5. A empresa adquire o projeto, produto ou serviço para solucionar seu problema. | 6. O escolhido recebe a remuneração acordada, bem como os créditos pela idéia e pela realização do projeto.

A Neos, empresa chilena dedicada à transferência tecnológica, foi responsável pela construção do Innoversia. Devido à tecnologia de ponta utilizada no desenvolvimento da plataforma do portal, é possível obter um sistema otimizado para incentivar a interação entre as empresas e pesquisadores de forma rápida e segura, evitando problemas e obtendo resultados importantes.| www.universia.com.br/hotsite/pucrio

Os clientes de Microcrédito e o Microempreendedor Individual - MEI

Parece uma sopa de letrinhas, mas não é, há sim forte relação entre este sistema alternativo de crédito - o microcrédito e a entrada em vigor do MEI - Microempreendedor Individual no mês de junho próximo.

O mercado demandante por microcréditos no Brasil é formado, basicamente, por empreendedores informais (80%) e mulheres ( 75%), onde um microcrédito de R$ 800,00 é suficiente para operar no dia a dia, conforme estrutura de funcionamento e ramo de atividade.

São micronegócios com características eminentemente varejistas, equivalente a 10,3 milhões de informais (ECINF 2003), justamente a grande parcela de nossa economia de pequenos negócios que é formada por costureiras, sapateiros, artesãos, donos de mercearias e prestadores de serviços pessoais, dentre outros, cuja receita bruta anual seja de até R$ 36 mil.

É de se esperar que este relativo contingente de empreendedores informais já sejam atendidos por diversas Instituições de Microfinanças, assim como também outras fontes de financiamento tais como amigos, fornecedores e até mesmo bancos. A questão de quem atende e a forma é um outro assunto (crédito bancário x microcrédito).

Há de se considerar que o grau de penetração das Instituições de Microfinanças em relação ao público alvo (informais) é muito pequeno - em que pese ainda haver grande informalidade na divulgação dos números do segmento de microfinanças do Brasil, o que ainda carece de mais estudos aprofundados. Na ECINF, por exemplo, “as atividades informais levantadas compreendem as unidades econômicas pertencentes a trabalhadores por conta própria e a empregadores com até cinco empregados, incluindo todos os proprietários (sócios) desses empreendimentos”!

Muito se divulga que com a entrada em vigor do MEI haverá aumento dos microcréditos, o que necessariamente pode não se verificar. Haverá sim melhor qualidade das informações disponibilizadas juntos as instituições de microfinanças e bancos, podendo influenciar, em muito, a melhoria das análises do setor e até mesmo relativa alteração entre a porcentagem de informais e formalizados (MEI) atendidos com microcréditos.

De nossa parte é importante estreitar nosso relacionamento com as Instituições de Microfinanças, Programas Públicos de Microcrédito e bancos vocacionados no atendimento de negócios informais, na busca de orientar os empreendedores informais conforme a Lei Complementar 128, que dentre outras medidas possibilita a solução de problemas reclamados pelo segmento relativos à cobrança de ICMS, cria condições para desburocratizar a abertura e fechamento de empresas, permite a entrada de novos setores econômicos ao Simples Nacional e cria o Microempreendedor Individual (MEI). Abraços, e até a próxima!
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Sobre o autor: João Silvério é colaborador do Sebrae Nacional.
Este artigo é de inteira responsabilidade do seu autor não refletindo, necessariamente, a opinião do Sebrae.

A arte e os desafios de empreender

Você é um profissional liberal e precisa desenvolver o seu negócio? Tem uma pequena empresa e precisa crescer? Lidera uma grande corporação e deseja maximizar os lucros? Quer começar um negócio novo e se tornar um empresário de sucesso? Se o seu caso for algum dos citados acima, lhe recomendo ler esse artigo com muita atenção.

Como consultor de negócios, não posso me recordar os inúmeros projetos que já participei para tentar viabilizar, recuperar ou otimizar empreendimentos. São tantos os pontos envolvidos na elaboração do business plan que daria para escrever um livro sobre o assunto. Claro que todos os quesitos abordados têm o seu valor. Analisar, por exemplo, a matriz SWOT identificando fatores críticos e oportunidades é fundamental para quem quer empreender.

Não há como negar que um bom planejamento anual contemplando receitas, despesas, investimentos e a própria expectativa de lucros é fundamental para o sucesso de qualquer negócio. É inegável, também, que uma boa previsão de fluxo de caixa possa ser o divisor de águas entre o fracasso e o sucesso. O que dizer então dos recursos humanos que precisam identificar e manter talentos para serem competitivos em uma economia globalizada?

Por que não citar a qualidade dos produtos? Os preços a serem praticados. Proposta otimizada de prestação de serviços. Qualidade do atendimento. Embalagens dos produtos. Escolha do ponto comercial. Logística de distribuição. Processos de garantia. Plano de marketing. Esses são apenas mais alguns ingredientes que precisam ser cuidadosamente checados para evitar surpresas desagradáveis.

Não raro somos procurados por alguém em busca de parcerias. Aliás, recentemente, atendi um novo interessado em desenvolver um modelo de negócio conosco. Como sempre ocorre, peço gentilmente que o proponente faça uma exposição de seu plano e nos diga como ele pretende ganhar dinheiro com a parceria. Em geral, são revelados projetos maravilhosos capazes de impressionar os mais experientes investidores. Sempre assistimos a apresentação com muito interesse, mas ao final como é de costume, cabe a mim a última questão e eu, normalmente, indago: se o seu projeto é tão eficiente, por que, então, está nos oferecendo parceria?

As respostas são as mais variadas possíveis, mas quase sempre reveladoras da essência da intenção. O que estou tentando ressaltar é que muitos projetos são mesmos magníficos. Possuem uma boa proposta, um produto diferenciado, inovador, um bom sistema de distribuição, taxa atrativa de ROI e por aí vai. Porém, muitas vezes esses projetos fracassam por não receber atenção devida em um único quesito. Existe uma única palavra que quase todos conhecem de ter ouvido falar, mas são poucos os que verdadeiramente a dominam.

Tenho mais de três décadas de dedicação a essa valiosa palavra e até agora ainda não a domei completamente. Sempre aprendo algo novo, revelador de que não sou detentor pleno de todas as suas funcionalidades. Tenho lido tudo que aparece e que já apareceu sobre ela. Descobri que os grandes mestres da humanidade chegaram ao topo graças ao domínio, ainda que parcial, dessa poderosa palavra. Descobri que todos os grandes empreendedores passam a vida tentando conseguir o máximo do que ela proporciona. Aprendi que a pessoa que a dominar será detentora da fortuna que desejar.

Trata-se de uma palavra de significado simples, mas não simplista que, quase sempre, é subestimada por muitos. Tenho percebido que sem ela nenhum projeto, por mais encantador, ambicioso e poderoso que seja, irá muito longe. Não importa se o seu negócio for de pedras valiosas, ouro ou qualquer outra preciosidade, você irá depender dela. Pense no melhor produto ou serviço que o nosso planeta tem ou já teve. Posso lhe assegurar que, ainda assim, você vai precisar dela para triunfar. Claro que você já deve ter percebido qual é a palavra não é mesmo? Se você pensou VENDAS acertou na mosca.

Muita gente pensa em quase tudo na ora de avaliar um empreendimento, mas, quase sempre, se esquece ou não dá a devida importância de que terá que vender o que será gerado. Não raro as pessoas subestimam o processo comercial, achando que vender é fácil. Claro que a qualidade dos serviços, produtos, atendimento, o preço, o canal de distribuição e o marketing são importantes e facilitam as coisas, mas sem venda não vai adiantar muito. Você pode dizer que o dinheiro em caixa e o lucro são fundamentais. Não discordo, mas sem vendas nada disso existe. Então, você pode alegar que se vender sem lucro a empresa quebra. É verdade, mas vendendo dá tempo de corrigir a rota, porém sem venda nem essa possibilidade você terá.

Portanto, se você deseja começar um novo investimento ou pretende expandir o atual, recomendo não deixar de contar com especialistas em vendas. Ignorá-lo poderá lhe custar muito mais caro ou causar mais problemas do que você pode imaginar.

Pense nisso e até breve,
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Este artigo é de inteira responsabilidade do seu autor não refletindo, necessariamente, a opinião do Sebrae.
Sobre o autor: Evaldo Costa é escritor, consultor, conferencista e professor. Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”


Fonte: SEBRAE